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Crise na FIFA: Infantino enfrenta rebelião interna e risco de perder o cargo

Redação Recifes
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Crise na FIFA: Infantino enfrenta rebelião interna e risco de perder o cargo

Gianni Infantino, presidente da FIFA desde 2016, vive o momento mais turbulento de sua gestão. Segundo informações apuradas pelo portal The Guardian, integrantes do conselho da entidade máxima do futebol mundial estão mobilizados para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) — movimento que pode sinalizar o início de uma disputa formal pela liderança da organização.

A insatisfação dos conselheiros não surgiu de um único episódio. O estopim mais recente foi a tentativa frustrada de Infantino de negociar participações comerciais da Copa do Mundo, plano que gerou forte resistência interna antes mesmo de ser abandonado. Somado a isso, membros do conselho também exigem uma revisão independente sobre o caso Balogun, cujos detalhes ainda não foram completamente esclarecidos publicamente, mas que já alimentam o clima de desconfiança dentro da organização.

A convocação de uma AGE é um recurso previsto nos estatutos da FIFA e representa uma ferramenta legítima de pressão institucional. Se concretizada, a reunião extraordinária pode pautar desde a revisão de decisões polêmicas até questionamentos sobre a condução administrativa da presidência — abrindo espaço para um eventual voto de desconfiança ou até uma chapa alternativa à liderança de Infantino.

O cenário atual expõe as rachaduras em um mandato que, na superfície, parecia consolidado. Infantino chegou ao poder prometendo modernização e maior distribuição de receitas, mas acumula críticas por centralizar decisões, expandir o formato da Copa do Mundo sem consenso amplo e por episódios que colocam em xeque a transparência da gestão. A revolta interna, portanto, não é apenas conjuntural — reflete um acúmulo de tensões que cresce há anos entre os membros do conselho e a presidência.

O desdobramento desse movimento ainda é incerto, mas o simples fato de que a articulação estava em curso antes mesmo do escândalo da Copa do Mundo demonstra que a base de apoio de Infantino é mais frágil do que aparentava. O futebol mundial observa com atenção: a FIFA pode estar às vésperas de uma virada política significativa no seu comando.

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Artigo originalmente publicado em www.theguardian.com
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