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Homem-Aranha: Um Novo Dia quase trouxe o ridículo Trapster ao cinema

Redação Recifes
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Homem-Aranha: Um Novo Dia quase trouxe o ridículo Trapster ao cinema

Antes de o novo filme do Homem-Aranha assumir de vez o tom urbano e mais pé no chão, a produção chegou a brincar com um nome que parece saído de uma piada de laboratório: o Trapster, antigo Paste-Pot Pete. O vilão é um clássico da Marvel de segunda linha, famoso por disparar uma gosma adesiva que transforma qualquer luta em um desastre pegajoso.

O personagem combina perfeitamente com o tipo de ameaça que costuma funcionar em histórias do cabeça de teia: engenhoca improvável, visual bizarro e uma dose de humor involuntário. No papel, ele é o oposto dos monstros cósmicos e dos vilões de escala apocalíptica; na prática, também é o tipo de figura que poderia render uma cena divertida e inesperada em uma aventura do MCU.

A graça está justamente aí. Enquanto muitos antagonistas do universo Marvel apostam em poder bruto ou em tecnologia sofisticada, Trapster sobrevive da obsessão com sua própria cola e de um ego maior do que a reputação. É o tipo de criação que mostra como a franquia do Aranha sempre teve espaço para personagens ridículos, mas memoráveis.

Mesmo que a ideia tenha ficado pelo caminho, ela ajuda a entender a direção criativa da nova fase: revisitar cantos menos óbvios das HQs, sem medo de apostar em referências estranhas. No fim, a possibilidade de ver o Homem-Aranha enfrentando um vilão literalmente grudado em seus truques reforça o principal charme da saga: transformar o absurdo dos quadrinhos em cinema pop com personalidade.

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Artigo originalmente publicado em br.ign.com
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